Uma moda que chegou a Santa Catarina e tem deixado vários pais preocupados: são pulseiras coloridas, feitas de silicone. Num primeiro momento, parecem inofensivas. O problema é que infelizmente elas receberam uma conotação, ligada à sexualidade.
As associações, que tiveram início na Inglaterra, são divulgadas entre os próprios adolescentes e até em sites de relacionamento.
Em Navegantes a situação precisou ser controlada de forma mais enérgica.
"Devemos evitar o mal", diz prefeito de Navegantes sobre lei das "pulseirinhas do sexo"
Não estão previstas punições ao estudante que insistir em usar o acessório
A lei que proíbe o uso das polêmicas "pulseirinhas do sexo" em escolas municipais de Navegantes não prevê punição e nem determina quem ficará responsável pela fiscalização. O projeto foi aprovado na noite de segunda-feira pela Câmara de Vereadores e apreciada pelo Executivo na manhã desta terça. Para o prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB), é uma forma de "cortar o mal pela raiz"
A medida, que tem dois artigos, não traz punições para quem descumpri-la. Também não destaca quem vai fiscalizar a aplicação da lei.
O primeiro artigo proíbe o uso das pulseiras coloridas. O segundo obriga os professores a realizar reuniões com os pais dos alunos para esclarecer a lei e orientá-los com relação a situações envolvendo questões sexuais.
Determinações sobre a comercialização das pulseiras também não estão na lei. Segundo o vereador Marcos Paulo da Silva (PT), autor do projeto, o objetivo é a orientação e não a punição.
— Queremos conscientizar sobre a conotação sexual que eles (os adereços) têm e evitar a proliferação desse jogo. Para isso, precisamos ensinar aos pais, que conversarão com os filhos. Não queremos culpar alguém — esclarece Silva.
Para o prefeito, não há repressão ao proibir o uso das pulseirinhas. Roberto enfatiza que elas banalizam a questão da sexualidade e "isso precisa ser combatido".
— Com a brincadeira, crianças e adolescentes tem contato precoce com algumas experiências sexuais. Isso não é saudável. Sendo assim, sancionei a lei. Aprendi que devemos evitar o mal pela raiz — defende Souza.
Municípios catarinenses e de outros estados podem aderir à ideia pioneira dos vereadores de Navegantes. Segundo Silva, representantes de várias câmaras ligaram para o autor da lei em busca de uma cópia do projeto.
O jogo
A brincadeira consiste em romper a pulseira do outro e, conforme a cor, ganhar de um abraço a uma relação sexual. A novidade deixou os educadores em alerta depois que uma menina tentou beijar a colega em uma escola de Itajaí.
A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Agora, com o início do ano letivo, pedagogos e orientadores estão apreensivos com a sua proliferação entre jovens nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
A decisão do prefeito de Navegantes, Roberto Carlos de Souza, em proibir o uso das pulseirinhas do sexo nas escolas do município, gerou repercussão não apenas na imprensa catarinense, mas também em veículos nacionais e internacionais. Ontem e hoje, canais de tv, jornais e sites do Brasil e de outros países comentam a aprovação e sanção da lei que acaba com a brincadeira que troca o adereço por um abraço ou até mesmo por uma relação sexual. A lei foi aprovada na sessão desta segunda-feira, na Câmara de Vereadores de Navegantes, e sancionada terça-feira pelo prefeito Roberto Carlos de Souza.
Fonte de pesquisa: Site clicrbs.com.br e oglobo.globo.com
É importante estarmos atentos aos nossos filhos e as ondas de modismo que estão ocorrendo a todo momento, pois, infelizmente, hoje com toda tecnologia, as notícias se espalham com uma velocidade assustadora e muitas vezes não temos tempo de acompanhar todas essas mudanças. Precisamos estar presentes para que assim possamos orientá-los da melhor forma posível. Para isso, manter o diálogo diário com nossos filhos, acompanhar seus estudos, sua rotina escolar estar próximos a eles e seus colegas é de extrema importância.
Professora Juliana Oliveira